quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Convenções em novo Centro
O Centro de Convenções está passando por uma reforma que irá custar R$ 4, milhões. Trata-se de um equipamento importante na captação de fóruns e congressos para a capital baiana, eventos que movimentam a economia e benefeciam o Turismo. Inaugurado em 1979, desde 1997 que o Centro não era alvo de uma intervenção completa.
Parque Tecnológico
O Governo da Bahia informa: O Parque Tecnológico de Salvador ganhou novo impulso depois da assinatura de protocolo de intenções com a Oi para investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O avanço no entendimento com a Petrobras, para instalar na capital baiana uma área de pesquisa de ponta do Centro de Estudos e Pesquisas, também é positivo na consolidação do projeto.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ilha da fantasia
A Ilha de Cajaíba, uma das quatro que compõem o arquipélago de São Francisco do Conde, vai ganhar um resort no local. O empreendimento contará com um aporte de R$ 1,2 bilhão, divididos em quatro etapas, e prevê a abertura de 2,3 mil postos de trabalho durante a construção e outros 2,5 mil, quando estiver em pleno funcionamento. A Fundação Palmares enviará técnicos para ouvir os pleitos das comunidades quilombolas que estão presentes na região e colher informações para elaboração de um plano sustentável para funcionamento do empreendimento. O Grupo Property Logic, responsável pelo investimento, acredita que haverá mais celeridade no processo de licenciamento ambiental. A principal preocupação – comum entre os gestores públicos e integrantes da iniciativa privada – concentra-se no desenvolvimento econômico e preservação cultural e ambiental. O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, defende a implantação de empreendimentos que funcionem de forma articulada com a economia do entorno, gerando riquezas para as comunidades locais e informa que está em andamento a formatação de um plano estratégico para o desenvolvimento do turismo náutico na Baía de Todos-os-Santos e de um roteiro cultural para a região do Recôncavo Baiano. Foto by Rita Barreto "Estrada do Sertão" em Porto Seguro
Viva o saveiro

Alex Grael, engenheiro ambiental e velejador, irmão de Tob Grael, o bicampeão de Vela que participou da última Regata Aratu- Maragojipe, na Bahia, revelou em seu blog pessoal que o mano ficou "maravilhado" com o evento e a Baía de Todos os Santos. Adiantou também que a iniciativa do Movimento Viva Saveiro, que apoia a cultura e a sobrevivência das antigas embarcações, deve ser copiada no Rio de Janeiro. Foto by Iraildes Mascarenhas.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Cheio de assunto

Artista engajado na preservação do verde, o compositor, percussionista e cantor Peu Meuray tira dos pneus atirados e esquecidos por toda parte, inspiração para sua arte. No "Galpão Cheio de Assunto", localizado na rua Djalma Dutra ( Sete Portas), em Salvador, ele comanda oficinas e encontros musicais ao som dos instrumentos criados a partir do lixo. Como gente boa se atrai, quem tem assunto pode chegar. Foto: Romildo de Jesus
O insustentável peso do ter
By Nelson Rocha
Já não se produz mais gerações com o foco no ser. Decididamente hoje mais vale ter. O importante é ter o MP3,ou 4,ou sei lá qual. Ter a roupa de grife, o carro do ano, o Ipod, mesmo que você não possa pagar para tê-lo e acabe por não dormir direito atormentado com as mensalidades do equipamento que a sociedade de consumo insiste que é preciso ter para ser feliz e reconhecido entre os chamados antenados.
É necessário ter o computador de última geração, o celular que acaba com a sua privacidade, a tv de plasma, enfim tudo o que for a última palavra em tecnologia.Na contrapartida da imposição mercadológica existem os tecnos radicais, que não admitem, em hipótese alguma, envolvimento, por mais que sutil que seja, com as ferramentas da geração digital. O que não é o meu caso. Sou a favor dos avanços tecnológicos, mas às vezes paro e fico a pensar sobre o futuro dos viajantes desta modernidade desenfreada que afasta o contato físico em nome do estimulo virtual. Mas é preciso ter mais dinheiro para comprar o último lançamento em play-station para que a criança não se sinta fora do contexto, ao ver os amigos e colegas exibindo uma nova ferramenta da era globalizada. É preciso ter aquela também para não ser motivo de gozação. Qualquer novidade tecnológica passa a ser quase que uma obrigação adquirir. A pressão sobre os pais, por parte da meninada, é infantil, mas conduz ao novo perfil da sociedade moderna que despreza o ser pelo poder corrompido e ultrajante do ter.
Como diria o saudoso Tim Maia "vale tudo" para ter status, poder, riqueza. Só não vale não ter a ambição tipíca dos materialistas.Entretanto, certamente que alguém, em algum lugar, quer apenas ser. Ser amigo, companheiro, com ou sem dinheiro. Ser natural e amante da pintura que o céu faz a cada pôr-do-sol. Ser um admirador da gentileza e da alegria que possa ser proporcionada sem compromisso. Aquela mãe que só se preocupa em saber que horas a filha, ou o filho, retornou da escola, na busca inconsciente de se sentir segura quanto á segurança deles, esquece de perguntá-los se estão bem,se a jornada na escola foi boa, se a relação com os professores e a classe está satisfatória, se as aulas estão servindo para ajudar a entender melhor este mundo progamado e conjugado pelo verbo Ter. Querer saber destes detalhes da rotina do estudante parece pouco interessar á matriarca tão envolvida com a sua rotina profissional, que qualquer questionamento mais profundo sobre a vida do rebento (a) será exigir demais. Ter filhos, não ser totalmente...
Vejamos como o Ter poderia ser mais agradável na rotina das pessoas : Ter tempo para uma prosa longe dos aparelhos da modernidade, contemplar a natureza, ter vez para se expressar sobre o belo azul do mar ou a paisagem celestial, ter possibilidade de encontrar a experiência nas palavras dos que cresceram sem ter as máquinas de hoje, emfim ter voz para consolar, falar de amor, encorajar ou se comunicar com sábias palavras. Ser ou ter, eis a questão. Diante de nós que pouco temos,um mundo que avança determinado a nos fazer sentir poderosos ao lidar com a modernidade e impotentes ao procurar entender o ser que pode alcançar a plenitude do prazer nas coisas mais simples da vida.
Já não se produz mais gerações com o foco no ser. Decididamente hoje mais vale ter. O importante é ter o MP3,ou 4,ou sei lá qual. Ter a roupa de grife, o carro do ano, o Ipod, mesmo que você não possa pagar para tê-lo e acabe por não dormir direito atormentado com as mensalidades do equipamento que a sociedade de consumo insiste que é preciso ter para ser feliz e reconhecido entre os chamados antenados.
É necessário ter o computador de última geração, o celular que acaba com a sua privacidade, a tv de plasma, enfim tudo o que for a última palavra em tecnologia.Na contrapartida da imposição mercadológica existem os tecnos radicais, que não admitem, em hipótese alguma, envolvimento, por mais que sutil que seja, com as ferramentas da geração digital. O que não é o meu caso. Sou a favor dos avanços tecnológicos, mas às vezes paro e fico a pensar sobre o futuro dos viajantes desta modernidade desenfreada que afasta o contato físico em nome do estimulo virtual. Mas é preciso ter mais dinheiro para comprar o último lançamento em play-station para que a criança não se sinta fora do contexto, ao ver os amigos e colegas exibindo uma nova ferramenta da era globalizada. É preciso ter aquela também para não ser motivo de gozação. Qualquer novidade tecnológica passa a ser quase que uma obrigação adquirir. A pressão sobre os pais, por parte da meninada, é infantil, mas conduz ao novo perfil da sociedade moderna que despreza o ser pelo poder corrompido e ultrajante do ter.
Como diria o saudoso Tim Maia "vale tudo" para ter status, poder, riqueza. Só não vale não ter a ambição tipíca dos materialistas.Entretanto, certamente que alguém, em algum lugar, quer apenas ser. Ser amigo, companheiro, com ou sem dinheiro. Ser natural e amante da pintura que o céu faz a cada pôr-do-sol. Ser um admirador da gentileza e da alegria que possa ser proporcionada sem compromisso. Aquela mãe que só se preocupa em saber que horas a filha, ou o filho, retornou da escola, na busca inconsciente de se sentir segura quanto á segurança deles, esquece de perguntá-los se estão bem,se a jornada na escola foi boa, se a relação com os professores e a classe está satisfatória, se as aulas estão servindo para ajudar a entender melhor este mundo progamado e conjugado pelo verbo Ter. Querer saber destes detalhes da rotina do estudante parece pouco interessar á matriarca tão envolvida com a sua rotina profissional, que qualquer questionamento mais profundo sobre a vida do rebento (a) será exigir demais. Ter filhos, não ser totalmente...
Vejamos como o Ter poderia ser mais agradável na rotina das pessoas : Ter tempo para uma prosa longe dos aparelhos da modernidade, contemplar a natureza, ter vez para se expressar sobre o belo azul do mar ou a paisagem celestial, ter possibilidade de encontrar a experiência nas palavras dos que cresceram sem ter as máquinas de hoje, emfim ter voz para consolar, falar de amor, encorajar ou se comunicar com sábias palavras. Ser ou ter, eis a questão. Diante de nós que pouco temos,um mundo que avança determinado a nos fazer sentir poderosos ao lidar com a modernidade e impotentes ao procurar entender o ser que pode alcançar a plenitude do prazer nas coisas mais simples da vida.
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